Currículo 2.0!

•março 22, 2011 • Deixe um comentário

Tenho que confessar: fiquei inspirada assistindo o quadro “Meu primeiro emprego” no Fantástico do último domingo (20/03), e dei uma turbinada no meu currículo (por isso o nome deste post)!  Algumas informações eu já conhecia, mas em geral as dicas foram muito boas – vale a pena assistir e acompanhar os programas futuros. Devo ressaltar que não foi apenas isso que me fez sacudir a poeira não! Há algum tempo eu já vinha tentando entender qual era o problema do meu currículo que me impedia de ser convidada para entrevistas, dinâmicas etc.

Essa reflexão, aliás, tem que ser constante. Quando o mar não está pra peixe, não devemos nos prender às lamentações nem pensar que somos a pior criatura que Deus colocou nessa Terra. O lance é refletir sobre si mesmo de forma positiva: “Será que tem alguma coisa errada com meu currículo? O que posso fazer para melhorá-lo?”. É claro que nem sempre a culpa é nossa – ás vezes a vaga já está preenchida ou algo do tipo. Se não fosse a mania terrível que 99% dos empregadores têm de não dar retorno aos candidatos, não teríamos tantas dúvidas sobre isso. Mas não tem jeito de saber, então, como disse o Thiago Miqueri em uma aula na minha turma do MBA, vamos olhar para dentro e descobrir onde está o problema.

Continuando o assunto, como boa parte dos recrutadores não costumam responder quando enviamos nossos lindos e recheados currículos para seus e-mails, resolvi me organizar por conta própria para prevenir e detectar com mais facilidade os erros que porventura possa cometer. Afinal procurar emprego também exige disciplina e organização – a tarefa por si só já é cansativa, então se a gente não se organiza acaba no meio do caos!

Comecei essa “arrumação” no fim de 2010, quando decidi estabelecer horários em determinados dias da semana para me dedicar exclusivamente a buscar trabalho. Para alavancar a produtividade da minha tarefa, listei alguns sites que publicam vagas na minha área de formação. É claro que essa regra não é geral, pois a forma de procurar emprego depende muito da profissão de cada um. Como estou na área da comunicação – e agora me especializando na comunicação online – meu maior canal de vagas é a internet, claro! Daí surgiu a ideia de listar sites confiáveis em um arquivo no bloco de notas. Esse arquivo fica salvo bem no meio da minha área de trabalho, assim toda vez que ligo o computador dou de cara com ele e não esqueço de sempre dar uma olhadinha nos links que estão ali.

Logo que comecei a encontrar vagas que me interessavam criei no Word uma tabela que chamo de “Planilha de vagas para jornalista”. Até pensei em nomeá-la carinhosamente como “Porta da Esperança”, mas toda vez que abro o arquivo e vejo os inúmeros currículos que já espalhei, lembro das pouquíssimas respostas que recebi e caio no desespero – então esse nome não seria o mais adequado. Bom, nessa tabela procuro listar as principais informações que encontro sobre cada vaga que me interessa: nome da empresa, atividades a serem desenvolvidas, pré-requisitos para a vaga, salários e benefícios e, o mais importante, o contato para envio do currículo (pode ser e-mail, site para cadastro, endereço da empresa e, quando não tenho nenhuma dessas informações, um telefone para pedir o contato do responsável pela seleção). Também costumo colocar a data em que enviei o currículo – não sei bem porque faço isso, acredito que seja puramente para fins estatísticos. Se bem que isso ajuda muito a não me candidatar duas vezes à mesma vaga, então vale a pena colocar essa informação na tabela. No link ali em cima postei uma das páginas da minha tabela, só para vocês terem uma noção de como é simples, rápido e funcional fazer isso.

Para encerrar vamos aos resultados parciais: entre dezembro/2010 e ontem (21/03/2011), cataloguei 25 vagas em Belo Horizonte e região metropolitana para as quais tenho os pré-requisitos exigidos – sem contar os sites de empresas que vou encontrando pelo caminho e cadastrando meu currículo por lá mesmo. Das 25 vagas que listei, me candidatei a 20 – algumas pedem mais informações além do currículo (tipo portfólio, texto, carta de apresentação etc) e acabo deixando-as para depois. Enfim, penso que estou numa boa média. Agora a pergunta que não quer calar: quantas dessas 20 empresas responderam minha candidatura? Vamos lá, alguém tem um palpite?! Na prática uma. UMA única empresa me respondeu! Outra chegou a me ligar perguntando umas informações que eu já tinha colocado no e-mail de candidatura e afirmando que em breve marcariam uma entrevista (que nunca rolou). Uma empresa para a qual mandei currículo duas vezes não respondeu nem pra reclamar desse meu descuido!

Diante de um cenário assim, começo a refletir de outra forma: meu currículo não é nem um pouco atraente ou algumas empresas é que não estão preparadas para gerir processos seletivos com eficiência? Let’s think about it!

@aureamaira

Em ritmo de carnaval no “Bloco dos Desempregados”

•março 11, 2011 • Deixe um comentário

Montage of a group of students in cap and gown, a price tag and a graduation hat and diploma

Sabem aquela música do Gabriel O Pensador que foi sucesso nos anos 90, “Dança do Desempregado”? Outro dia ela me veio à cabeça assim, do nada, e me fez lembrar uma apresentação teatral na escola, sei lá em que ano, quando eu e alguns colegas representamos essa canção. Naquela época eu nem precisava de emprego, mas estava lá dançando a música em nome da arte. Hoje eu preciso de emprego e estou dançando do mesmo jeito, agora em nome do desespero!!! Como a vida é engraçada né? #vaientender

Vamos aos costumes. Finalmente consegui colocar meu blog nos trilhos e registrar aqui toda a minha trajetória na busca por trabalho em 2010. Passada essa fase de contar histórias, vou começar a falar mais detalhadamente de como tem sido esse processo de espalhar milhares de currículos, receber dezenas de respostas e ser chamada para pouquíssimas entrevistas.

Imagino que, assim como eu, muita gente não consegue emprego depois de se formar e fica super desesperado, achando que nunca vai trabalhar na área em que fez sua graduação. Ás vezes até perdemos um pouco a esperança porque nada dá certo – nem emprego que não exige ensino superior a gente consegue. O desespero é tanto que logo pensamos assim: “se nada der certo viro atendente de telemarketing!” Que fique claro que não tenho absolutamente nada contra esses profissionais! Afinal fui telefonista por quase três anos e sei o trabalho que dá ficar por conta de um telefone que toca até deixar a gente louca! O lance de querer virar atendente é porque sempre tem vaga sobrando nessa área, os requisitos são simples e o salário é até razoávelzinho – dependendo da empresa contratante, é claro. Tudo bem que a remuneração não compensa o sacrifício, mas na hora do desespero vale tudo (ou melhor, quase tudo).

Quanto mais tempo passa após a formatura mais a pessoa se despera, mas em alguns casos essa tendência não costuma durar muito. Eu, por exemplo, já estou naquele ponto de aproveitar o momento e as “férias forçadas” – sem, é claro, deixar de procurar trabalho todos os dias. É difícil alcançar esse “nirvana profissional”, então o negócio é ir se acostumando com a ideia de que você pode ficar alguns dias (ou alguns meses) sem trabalho e não arrancar os cabelos por isso. Afinal tudo na vida passa, até o desemprego!

[Continua nos próximos posts]

@aureamaira

“Adeus ano velho. Feliz ano novo…”

•fevereiro 21, 2011 • Deixe um comentário

Após um período de muita correria e vários acontecimentos simultâneos (meu aniversário, correção da tese de mestrado da minha tia e um leve mal estar que me “freou” por uns dias…), enfim eis me aqui para continuar a prosa sobre minhas aventuras (ou desventuras?) profissionais.

Como disse no post anterior, o fim de 2010 foi marcado pelos trabalhos que consegui. Mas quando o ano acabou, os freelas também chegaram ao fim. Passadas as festas de Natal e Réveillon, entrei em 2011 disposta a conseguir um emprego o mais rápido possível – principalmente pelos novos projetos que estavam a caminho.

Durante janeiro e fevereiro me ocupei dos trabalhos domésticos e temporários, além da busca por emprego. Nesse tempo, tive a oportunidade de ajudar uma de minhas tias na correção de sua tese de mestrado, cuja defesa deve acontecer até abril deste ano. Mais do que angariar fundos e socorrer uma parente desesperada, topei o trabalho pela experiência de conhecer melhor todo o processo de criação de uma tese. O desafio foi grande, já que o tema não tem nada a ver com minha área de formação. (Nota desta que vos escreve: minha tia é psicóloga e ouvidora do SUS municipal de Brumadinho/MG; sua tese foi uma espécie de estudo de caso do setor que ela coordena, algo ligado à área da gestão em saúde. Bom, não vou entrar em detalhes… Assim que a tese for defendida e aprovada, disponibilizarei aqui o link para quem quiser saber mais.)

Além da correção da tese, um outro projeto animou meu início de 2011: me matriculei em um MBA super bacana. As aulas estão previstas para começar em março e minha expectativa está nas alturas, já que é um curso totalmente inovador e com visão bem futurística – típico dos seres aquarianos como eu. Muitos devem estar pensando: o que levou essa louca jornalista desempregada sustentada pela mãe a se matricular numa pós-graduação sem ter renda mensal certa para pagar o curso? Eu respondo: fui conduzida a esta decisão não apenas pela minha  mania de entrar de cabeça em novos desafios, mas pela necessidade de usufruir de uma bolsa de estudos que ganhei para cursar a pós, cuja validade termina em abril.

Sei que nem só de pão e animação vive o homem. Estudar é bom, mas custa $. Não posso reclamar muito porque minha bolsa de estudos concede 50% de desconto no valor total do curso. O problema é: de onde tirarei os outros 50%?

Captaram agora minha “ânsia” por um trabalho bem remunerado? Pois é…

 

O que o garotinho está dizendo: “Que em 2011 a autora deste blog consiga um emprego nem que seja aqui na China!” (by Google Tradutor, é claro. Acham que se eu falasse chinês ainda estaria desempregada?)

@aureamaira

O tempo passa. O tempo VOA!

•janeiro 29, 2011 • Deixe um comentário

E quando dei por mim julho, agosto, setembro e outubro já tinham ficado para trás. Novembro chegou com tudo e minha ficha só caiu na manhã fatídica de uma sexta-feira, quando após meu segundo exame consegui minha carteira de habilitação! Ao contrário do ditado, a alegria durou muito, mas dividiu espaço com um pensamento motivador que latejava em minha cabeça: “É hora de voltar a procurar emprego incansavelmente.” E eu voltei. Em termos.

Metade de novembro já tinha passado e dezembro já estava aí, portanto logo o espírito natalino entraria no ar e as pessoas começariam a viver naquele ritmo ansioso de pré-férias, típico de quem está louco pelos feriados de final de ano e pelos prometidos dias de descanso em janeiro. Então coloquei meu pezinho nº37 no chão e previ que não receberia muitas respostas ou propostas de trabalho para esse resto de ano.

Descobri que o melhor a fazer, naquele momento, era focar nos “freelas” que surgiram para salvar meu orçamento (e levantar o meu ego!). Um deles apareceu quando eu menos esperava, vindo através do telefonema abençoado de uma ex-colega de faculdade. A proposta era nova e interessante: corrigir os textos que seriam publicadas na primeira edição de uma revista voltada ao mundo dos negócios. Não tinha experiência profissional nessa história de corrigir textos – apesar de ter feito isso muito, informalmente, para os amigos da faculdade. Topei e foi ótimo, pois logo em seguida recebi outro convite muito bacana: corrigir o livro da consultora e presidente da revista, Patrícia Ventura.  No fim das contas ainda acabei responsável pela sinopse e prefácio da obra, o que me deixou muito feliz!

Lição do dia: cheguei à conclusão que não estou desempregada. Estou desperdiçada! Talento eu tenho, só me falta o glamour uma porta aberta (observação: uma janela também serve…).

@aureamaira

Existe vida lá fora

•janeiro 24, 2011 • 1 Comentário

[Continuando o último post...]

Enfim, deixei o Nescon e fiquei a deriva no mercado belo horizontino – mas foi por pouco tempo! Quis o destino que eu fosse convidada a diagramar, editar e escrever para o jornal Tribuna da Asmap, de Brumadinho/MG. As condições eram ótimas: salário razoável, horário flexível e, o melhor de tudo, voltar a residir no aconchego do lar materno (isso não tem preço e nem o Mastercard paga!). Infelizmente, a alegria durou pouco – jornal de cidade do interior tem todas aquelas dificuldades enfrentadas pelos impressos do mundo todo, mas elevadas ao cubo!!!! Eis que em julho de 2010 estava eu, novamente, largada à própria sorte profissional.

A princípio me desesperei um pouco ao pensar que ficaria sem trabalho e sem $, principalmente porque estava prestes a iniciar o processo para conquistar minha carteira de habilitação. Foi tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo e ocupando a minha cabeça que só uma viagem poderia me salvar. E não é que fui parar em São Paulo? Mas calma! Foi só um passeio para respirar novos ares e refrescar as ideias. Quando voltei para Brumadinho, tudo continuava do mesmo jeito, mas eu estava diferente e isso bastava. Retomei as rédeas da minha vida e estabeleci prioridades: coloquei os planos da carteira de habilitação em prática e deixei a vida me levar. Não parei totalmente a minha busca por trabalho, mas naquele momento essa deixou de ser minha maior preocupação.

Com a decisão de priorizar outros acontecimentos que não a procura por um emprego, acabei descobrindo na prática o que já sabia na teoria: as coisas acontecem quando menos se espera.

@aureamaira

Acabou a faculdade… e agora?!

•janeiro 5, 2011 • Deixe um comentário

Passados os festejos de final de ano, volto ao blog para continuar o relato da minha saga em busca de emprego. Aliás, acredito que não poderia haver época melhor para relembrar minhas histórias – virada de ano pede um pouco de reflexão, não é mesmo? Então vamos refletir…

O título desse post já diz muito. Concluí meu curso no final de 2009 e logo em seguida me ocupei com as festas de Natal e Réveillon, mas foi só começar 2010 para a pergunta lá de cima vir logo martelar na minha cabeça. Me senti como personagem de um dos maravilhosos poemas de Carlos Drummond de Andrade.

Como já disse no post anterior, minha preocupação ainda não era das maiores porque meu último contrato de estágio só venceria em fevereiro. Assim, me mantive tranquila, seguindo minha rotina de estagiária da assessoria de comunicação do Nescon.

No período em que ainda fazia estágio, não deixei de procurar trabalho como jornalista, porém não surgiu nenhuma boa oportunidade. Quer dizer, até encontrei boas vagas, mas sabe aquela mania insuportável que algumas empresas têm de não dar nenhum retorno aos candidatos sobre o andamento do processo seletivo? Bom, vamos devagar com o andor porque o santo é de barro: esse assunto me desperta muitos questionamentos, então reservarei um post inteiro só para ele.

O tempo passou, e quanto mais se aproximava fevereiro, maior era meu desespero. Não que eu não me sentisse preparada para ser uma jornalista profissional, mas no momento eu não tinha nenhuma perspectiva de contratação a curto prazo. E isso se tornava ainda pior à medida que eu via vários ex-colegas de faculdade contratados (uns antes mesmo de concluírem o curso). Sabe aquela sensação de estar ficando para trás, parada no tempo? Hoje eu sei que era puro desespero, mas entendo que era um sentimento normal para uma recém formada.

Enfim, chegou a hora em que precisei deixar o Nescon e fiquei a deriva no mercado de comunicação belo horizontino. Para não piorar a situação, encarei aquele tempo como “merecidas férias” – sabendo que não poderia estendê-las demais para não correr o risco de ficar sem dinheiro e sem pagar minhas contas. Pena que isso não dependia apenas da minha vontade…

[Continua no próximo post. Enquanto isso, divirtam-se com a espirituosa Mafalda]

@aureamaira

Nasce um pensamento…

•dezembro 23, 2010 • 1 Comentário

Pois bem, vamos aos acontecimentos que geraram essa “grande ideia”.

Em dezembro de 2009, concluí meu curso de Jornalismo – momento de muuuuita felicidade (e muita preocupação!). Com o fim da faculdade terminaram também os estágios bacanas e começaram as responsabilidades de profissional formada. A primeira delas era arranjar um emprego – e isso me preocupava um pouco, mas não a ponto de diminuir a alegria que senti em concluir minha primeira graduação. Até porque esse receio pôde ser um pouco adiado, já que meu último e derradeiro estágio estava garantido até fevereiro de 2010. Mas uma hora tive que encarar a vida de frente e começar a me preocupar em conseguir um bom emprego para continuar a estudar e pagar as contas que não dão trégua.

Toda essa preocupação aliada à rotina de espalhar currículos, participar de processos seletivos, fazer uns freelas para levantar uma grana e ainda ter cabeça para cuidar da vida familiar/afetiva/emocional tomou todo meu tempo – o que explica um pouco do meu sumiço.

Mas como do caos surge a luz, eis que tive uma ideia: aproveitar o espaço ocioso do meu blog pessoal para narrar minhas aventuras na busca de um emprego como jornalista. O objetivo é contar um pouco da rotina desafiante de uma recém-formada em busca de trabalho, realidade comum a muitas outras pessoas.

Para matar a curiosidade, acompanhe as histórias que contarei nos próximos posts. Garanto que valerá a pena!

Até mais!

@aureamaira

Em busca do blog abandonado

•dezembro 14, 2010 • Deixe um comentário

Voltei! Eis que ressurjo das cinzas (ou melhor, das montanhas de Brumadinho) após mais de um ano sem dar as caras por aqui. Mas todo esse sumiço tem alguns motivos. O primeiro e mais importante deles é que eu nunca sabia o que escrever no meu blog. Sério! Não pensem que só porque sou jornalista as palavras surgem no meu pensamento como a saliva na boca… A falta de inspiração é até muito comum nessa profissão – mas não estou aqui para falar disso.

Desde que criei esse blog nunca soube o que escrever, o que falar… pensei em colocar aqui os meus trabalhos e criações ao longo e após a faculdade, mas desanimei dessa hipótese logo cedo. Então pensei em comentar nesse espaço as notícias que mais mexessem com o meu pensamento futurista e o meu estopim curto, mas também deixei de lado esse projeto – até porque o que mais existe na internet é blog de jornalista comentando notícia (e eu não quero ser apenas mais uma na multidão).  De repente, no primeiro semestre desse ano, eu vi uma luz (não a da lâmpada, nem a do sol…). E essa luz foi gerada justamente pelos outros motivos que me levaram a ficar tanto tempo afastada do prazer da escrita virtual.

Querem saber qual é essa ideia? Vejam os tópicos que virão!

P.S.: Prometo que não demorarei centenas de dias para continuar essa história…

T.chau

@aureamaira

Cozinheiro ou Jornalista?

•junho 25, 2009 • 1 Comentário

Eis a questão! Eu achava que já sabia a resposta, até a fatídica quarta-feira, 17 de junho, quando Gilmar Mendes, Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo, derrubou a exigência do diploma para exercício da profissão, comparando o jornalista a um cozinheiro. Nada contra os cozinheiros, afinal, com o perdão da expressão, agora somos farinha do mesmo saco. Nem contra Gilmar Mendes, ainda que não concorde com o que ele disse. Mas analisemos os fatos. Exigir diploma de cozinheiros é realmente difícil, principalmente se levarmos em conta a quantidade de restaurantes, bares, e botecos, formais e informais, que existem no país. Isso sem contar as reuniões sociais, que sempre têm alguém que se mete a “chef de cuisine”. Será que todo mundo deveria ser diplomado para poder fazer uma lasanha? Acho que não.

Agora, se levarmos em conta que no Brasil 93% dos brasileiros têm, pelo menos, uma televisão em casa [1], e que desse total 40% têm na TV sua única fonte de informação [2], fica mais fácil entender porque nós, jornalistas e estudantes, brigamos tanto pela exigência do diploma. Ainda que um tanto abstrata, a informação não é como uma pizza que se pede pelo telefone. É preciso muito arroz com feijão para ser um bom jornalista. E se o arroz é o talento, o bom senso e a ética, o feijão é a formação acadêmica, o bê-a-bá da notícia, o conhecimento segmentado e fundamentado. E um sem o outro não funciona. Não adianta ter bom senso e não saber o que é um lead, assim como também não adianta saber fazer lead, mas não ter bom senso. E por mais que a faculdade não consiga embutir nas pessoas a obrigação de serem éticas, também não é fora dela que se obtém esse comportamento. O ensino superior lapida o talento, direciona o indivíduo, instrui. E se o candidato a jornalista pula essa etapa, corre um grande risco de não fazer jornalismo, mas simplesmente comunicar. E comunicar sem qualidade, sem conteúdo, sem objetivo, não é eficiente.

Não sou contra o jornalismo colaborativo, muito menos contra a internet e as novas ferramentas que dão voz ao cidadão comum, permitindo que ele seja “repórter” de alguns fatos. Sou contra a exploração indevida da classe e a desvalorização de quem dedica quatro anos de sua vida a estudar para ser bom no que faz. Sou contra derrubarem o nosso diploma usando a desculpa do “todo mundo pode se comunicar porque o país oferece liberdade de expressão ao seu povo”. Que jornalista já impediu alguém de falar alguma coisa? Ao contrário, passamos quatro anos no curso superior justamente para aprender a escutar os vários lados da situação. Se o diploma não garante isso, a falta dele também não. Até porque fazer arroz com feijão não exige diploma, basta ler a receita na embalagem. Mas alimentar milhões de pessoas com informação de qualidade é trabalho para anos de aprendizado, que começam na faculdade e se estendem por toda a vida.

[1] Dado publicado na revista Veja, em 22 de fevereiro de 2006.

[2] Informação retirada do livro A sociedade do Jornalismo, de Flávio Porcello.

Sumida…

•junho 5, 2009 • Deixe um comentário

Isso mesmo: tem um tempão que não apareço cá nestas bandas, mas vou fazer o máximo para frequentar mais meu próprio blog!!

Piadinhas a parte, pretendo realmente postar mais, principalmente os textos que escrevo para a faculdade e para o jornal. Sou muiiiito apegada à alguns; outros nem tanto. Mas todos aparecerão por aqui, I promisse! Enquanto isso, sigam-me.

See you!

 
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