O tempo passa. O tempo VOA!
E quando dei por mim julho, agosto, setembro e outubro já tinham ficado para trás. Novembro chegou com tudo e minha ficha só caiu na manhã fatídica de uma sexta-feira, quando após meu segundo exame consegui minha carteira de habilitação! Ao contrário do ditado, a alegria durou muito, mas dividiu espaço com um pensamento motivador que latejava em minha cabeça: “É hora de voltar a procurar emprego incansavelmente.” E eu voltei. Em termos.
Metade de novembro já tinha passado e dezembro já estava aí, portanto logo o espírito natalino entraria no ar e as pessoas começariam a viver naquele ritmo ansioso de pré-férias, típico de quem está louco pelos feriados de final de ano e pelos prometidos dias de descanso em janeiro. Então coloquei meu pezinho nº37 no chão e previ que não receberia muitas respostas ou propostas de trabalho para esse resto de ano.
Descobri que o melhor a fazer, naquele momento, era focar nos “freelas” que surgiram para salvar meu orçamento (e levantar o meu ego!). Um deles apareceu quando eu menos esperava, vindo através do telefonema abençoado de uma ex-colega de faculdade. A proposta era nova e interessante: corrigir os textos que seriam publicadas na primeira edição de uma revista voltada ao mundo dos negócios. Não tinha experiência profissional nessa história de corrigir textos – apesar de ter feito isso muito, informalmente, para os amigos da faculdade. Topei e foi ótimo, pois logo em seguida recebi outro convite muito bacana: corrigir o livro da consultora e presidente da revista, Patrícia Ventura. No fim das contas ainda acabei responsável pela sinopse e prefácio da obra, o que me deixou muito feliz!
Lição do dia: cheguei à conclusão que não estou desempregada. Estou desperdiçada! Talento eu tenho, só me falta o glamour uma porta aberta (observação: uma janela também serve…).
@aureamaira


