Em ritmo de carnaval no “Bloco dos Desempregados”

Montage of a group of students in cap and gown, a price tag and a graduation hat and diploma

Sabem aquela música do Gabriel O Pensador que foi sucesso nos anos 90, “Dança do Desempregado”? Outro dia ela me veio à cabeça assim, do nada, e me fez lembrar uma apresentação teatral na escola, sei lá em que ano, quando eu e alguns colegas representamos essa canção. Naquela época eu nem precisava de emprego, mas estava lá dançando a música em nome da arte. Hoje eu preciso de emprego e estou dançando do mesmo jeito, agora em nome do desespero!!! Como a vida é engraçada né? #vaientender

Vamos aos costumes. Finalmente consegui colocar meu blog nos trilhos e registrar aqui toda a minha trajetória na busca por trabalho em 2010. Passada essa fase de contar histórias, vou começar a falar mais detalhadamente de como tem sido esse processo de espalhar milhares de currículos, receber dezenas de respostas e ser chamada para pouquíssimas entrevistas.

Imagino que, assim como eu, muita gente não consegue emprego depois de se formar e fica super desesperado, achando que nunca vai trabalhar na área em que fez sua graduação. Ás vezes até perdemos um pouco a esperança porque nada dá certo – nem emprego que não exige ensino superior a gente consegue. O desespero é tanto que logo pensamos assim: “se nada der certo viro atendente de telemarketing!” Que fique claro que não tenho absolutamente nada contra esses profissionais! Afinal fui telefonista por quase três anos e sei o trabalho que dá ficar por conta de um telefone que toca até deixar a gente louca! O lance de querer virar atendente é porque sempre tem vaga sobrando nessa área, os requisitos são simples e o salário é até razoávelzinho – dependendo da empresa contratante, é claro. Tudo bem que a remuneração não compensa o sacrifício, mas na hora do desespero vale tudo (ou melhor, quase tudo).

Quanto mais tempo passa após a formatura mais a pessoa se despera, mas em alguns casos essa tendência não costuma durar muito. Eu, por exemplo, já estou naquele ponto de aproveitar o momento e as “férias forçadas” – sem, é claro, deixar de procurar trabalho todos os dias. É difícil alcançar esse “nirvana profissional”, então o negócio é ir se acostumando com a ideia de que você pode ficar alguns dias (ou alguns meses) sem trabalho e não arrancar os cabelos por isso. Afinal tudo na vida passa, até o desemprego!

[Continua nos próximos posts]

@aureamaira

~ por Áurea Maíra em março 11, 2011.

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