Currículo 2.0!

Tenho que confessar: fiquei inspirada assistindo o quadro “Meu primeiro emprego” no Fantástico do último domingo (20/03), e dei uma turbinada no meu currículo (por isso o nome deste post)!  Algumas informações eu já conhecia, mas em geral as dicas foram muito boas – vale a pena assistir e acompanhar os programas futuros. Devo ressaltar que não foi apenas isso que me fez sacudir a poeira não! Há algum tempo eu já vinha tentando entender qual era o problema do meu currículo que me impedia de ser convidada para entrevistas, dinâmicas etc.

Essa reflexão, aliás, tem que ser constante. Quando o mar não está pra peixe, não devemos nos prender às lamentações nem pensar que somos a pior criatura que Deus colocou nessa Terra. O lance é refletir sobre si mesmo de forma positiva: “Será que tem alguma coisa errada com meu currículo? O que posso fazer para melhorá-lo?”. É claro que nem sempre a culpa é nossa – ás vezes a vaga já está preenchida ou algo do tipo. Se não fosse a mania terrível que 99% dos empregadores têm de não dar retorno aos candidatos, não teríamos tantas dúvidas sobre isso. Mas não tem jeito de saber, então, como disse o Thiago Miqueri em uma aula na minha turma do MBA, vamos olhar para dentro e descobrir onde está o problema.

Continuando o assunto, como boa parte dos recrutadores não costumam responder quando enviamos nossos lindos e recheados currículos para seus e-mails, resolvi me organizar por conta própria para prevenir e detectar com mais facilidade os erros que porventura possa cometer. Afinal procurar emprego também exige disciplina e organização – a tarefa por si só já é cansativa, então se a gente não se organiza acaba no meio do caos!

Comecei essa “arrumação” no fim de 2010, quando decidi estabelecer horários em determinados dias da semana para me dedicar exclusivamente a buscar trabalho. Para alavancar a produtividade da minha tarefa, listei alguns sites que publicam vagas na minha área de formação. É claro que essa regra não é geral, pois a forma de procurar emprego depende muito da profissão de cada um. Como estou na área da comunicação – e agora me especializando na comunicação online – meu maior canal de vagas é a internet, claro! Daí surgiu a ideia de listar sites confiáveis em um arquivo no bloco de notas. Esse arquivo fica salvo bem no meio da minha área de trabalho, assim toda vez que ligo o computador dou de cara com ele e não esqueço de sempre dar uma olhadinha nos links que estão ali.

Logo que comecei a encontrar vagas que me interessavam criei no Word uma tabela que chamo de “Planilha de vagas para jornalista”. Até pensei em nomeá-la carinhosamente como “Porta da Esperança”, mas toda vez que abro o arquivo e vejo os inúmeros currículos que já espalhei, lembro das pouquíssimas respostas que recebi e caio no desespero – então esse nome não seria o mais adequado. Bom, nessa tabela procuro listar as principais informações que encontro sobre cada vaga que me interessa: nome da empresa, atividades a serem desenvolvidas, pré-requisitos para a vaga, salários e benefícios e, o mais importante, o contato para envio do currículo (pode ser e-mail, site para cadastro, endereço da empresa e, quando não tenho nenhuma dessas informações, um telefone para pedir o contato do responsável pela seleção). Também costumo colocar a data em que enviei o currículo – não sei bem porque faço isso, acredito que seja puramente para fins estatísticos. Se bem que isso ajuda muito a não me candidatar duas vezes à mesma vaga, então vale a pena colocar essa informação na tabela. No link ali em cima postei uma das páginas da minha tabela, só para vocês terem uma noção de como é simples, rápido e funcional fazer isso.

Para encerrar vamos aos resultados parciais: entre dezembro/2010 e ontem (21/03/2011), cataloguei 25 vagas em Belo Horizonte e região metropolitana para as quais tenho os pré-requisitos exigidos – sem contar os sites de empresas que vou encontrando pelo caminho e cadastrando meu currículo por lá mesmo. Das 25 vagas que listei, me candidatei a 20 – algumas pedem mais informações além do currículo (tipo portfólio, texto, carta de apresentação etc) e acabo deixando-as para depois. Enfim, penso que estou numa boa média. Agora a pergunta que não quer calar: quantas dessas 20 empresas responderam minha candidatura? Vamos lá, alguém tem um palpite?! Na prática uma. UMA única empresa me respondeu! Outra chegou a me ligar perguntando umas informações que eu já tinha colocado no e-mail de candidatura e afirmando que em breve marcariam uma entrevista (que nunca rolou). Uma empresa para a qual mandei currículo duas vezes não respondeu nem pra reclamar desse meu descuido!

Diante de um cenário assim, começo a refletir de outra forma: meu currículo não é nem um pouco atraente ou algumas empresas é que não estão preparadas para gerir processos seletivos com eficiência? Let’s think about it!

@aureamaira

~ por Áurea Maíra em março 22, 2011.

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